Gonçalves Dias – referências bibliográficas

Obras do autor:

     

  1. GONÇALVES DIAS, Antônio. Segundos Cantos e Sextilhas do Frei Damião. Rio de Janeiro: José Ferreira Monteiro, 1848.
  2. GONÇALVES DIAS, Antônio. Últimos Cantos. Rio de Janeiro: F. de Paula Pinto, 1851.
  3. GONÇALVES DIAS, Antônio. Cantos. 2ª edição. Leipzig: F.A. Brockhaus, 1857.
  4. GONÇALVES DIAS, Antônio. Os Timbiras. Leipzig: F.A. Brockhaus, 1857.
  5. GONÇALVES DIAS, Antônio. Obras Póstumas. São Luiz: 1868.

 

Referências sobre o autor:

  1. Sanches, Rafaela Mendes Mano. O indianismo sob a ótica de Gonçalves Dias e José de Alencar: tradição ou ruptura? São José do Rio Preto-SP: dissertação de mestrado, UNESP, 2009.
  2. ANDRADE, Débora El Jaick. “A Árvore e o Fruto”: A promoção dos intelectuais no século XIX. Niteroi: tese de doutorado, UFF, 2008.
  3. Chiari, Gisele Gemmi. Cunha, Cilaine Alves (orient). A presença do medievalismo em Gonçalves Dias um estudo das Sextilhas de Frei Antão. São Paulo: dissertação de mestrado, FFLCH-USP, 2008. 224 p.
  4. THIAGO GRANJA BELIEIRO. Índios e poetas: o instituto histórico e geográfico brasileiro e a invenção do indianismo literário. Assis: dissertação de mestrado, UNESP, 2007.
  5. VALDINEI MOREIRA BORGES. O léxico de Gonçalves Dias: para a construção de um glossário neológico. Uberlândia: dissertação de mestrado, Universidade Federal de Uberlândia, 2007.
  6. PEREIRA, Danglei de Castro. POESIA ROMÂNTICA BRASILEIRA REVISITADA. São José do Rio Preto: tese de doutorado, UNESP, 2006.
  7. Marcos Machado Nunes. O sublime tropical: transcendência, natureza e nação na formação do romantismo brasileiro. Porto Alegre: tese de doutorado, UFRGS, 2005.
  8. OLIVEIRA, Andrey Pereira de Oliveira. A poesia indianista de Gonçalves Dias. João Pessoa: tese de doutorado, UFPB, 2005.
  9. Giron, Luis Antônio. Faria, João Roberto (orient). Fraga, Eudinyr (orient). A bacanal do espírito Gonçalves Dias folhetinista. São Paulo: tese de doutorado, ECA-USP, 2004.
  10. Patriota, Margarida de Aguiar. Eu sou marabá vida e obra do poeta Gonçalves Dias e Brasil negreiro: quadros literários da escravidão: literatura brasileira em cena. Brasília, Editora Universidade de Brasília, 2004.
  11. Peres, Marcos Roberto Flamínio. A fonte envenenada transcendência e história em três hinos de Gonçalves Dias. São Paulo, Nova Alexandria, 2003.
  12. Wilton José Marques. Poesia e persistência:sentimento íntimo e indianismo nos Primeiros cantos de Antônio Gonçalves Dias. São Paulo: tese de doutorado, FFLCH-USP, 2002.
  13. MESQUITA, Maria Auxiliadora Gonçalves de. O Exílio e suas canções na literatura brasileira: um recorte analítico. Rio de Janeiro: dissertação de mestrado, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2001.
  14. ALMEIDA, Carlos Eduardo de. História e literatura nos trópicos: o indígena na produção historiográfica e literária oitocentista. Rio de Janeiro: dissertação de mestrado, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 2000.
  15. Cunha, Cilaine Alves. Hansen, João Adolfo (orient). Entusiasmo indianista e ironia byroniana. São Paulo: tese de doutorado, FFLCH-USP, 2000.
  16. Senna, José Antônio de Almeida. Khedi, Valter (orient). A retórica na poesia romântica brasileira. São Paulo: tese de doutorado, FFLCH-USP, 2000.
  17. FIORI, Elizabeth. A poesia romântica brasileira: corpus e canonizadores. Londrina: dissertação de mestrado, UEL, 1999.
  18. CYNTRAO, SYLVIA HELENA. A IDEOLOGIA NAS CANCOES DE EXILIO - UFANISMO E CRITICA. Brasília: dissertação de mestrado, UNB, 1997.
  19. LEITE, Kátia Maria Barreto da Silva. Canção do exílio: Releituras. Recife: dissertação de mestrado, UFPE, 1997.
  20. Moraes, Jomar. Gonçalves Dias vida e obra. [São Luís do Maranhão, Brazil], Alumar Cultura, c1998.
  21. Lima, Israel Souza. Biobibliografia dos patronos. Rio de Janeiro, Academia Brasileira de Letras, 1997-2005. 8 v.
  22. Garcia, Othon M.. Esfinge clara e outros enigmas ensaios estilísticos.   2a. ed. Rio de Janeiro, RJ, Topbooks, c1996.
  23. Wilton José Marques. O poema e o paraíso. Campinas: dissertação de mestrado, UNICAMP, 1996.
  24. Melo, Gladstone Chaves de. A excelência vernácula de Gonçalves Dias. Niterói, RJ, EDUFF-Editora Universitária, Universidade Federal Fluminense, 1992Rio de Janeiro, Presença.
  25. Matos, Cláudia. Gentis guerreiros o indianismo de Gonçalves Dias. São Paulo, SP, Atual Editora, 1988.
  26. MADEIRA, Abegair. I JUCA – PIRAMA DE GONCALVES DIAS: UMA LEITURA SEMIOTICA. Florianópolis: dissertação de mestrado, UFSC, 1988.
  27. Ricardo, Cassiano. O indianismo de Gonçalves Dias. São Paulo, Conselho Estadual de Cultura, 1964.
  28. Bandeira, Manuel. Poesía e vida de Gonçalves Dias. São Paulo, Editôra das Américas, [1962].
  29. Corrêa, Viriato. O grande amor de Gonøcalves Dias comédia em três atos e seis quadros. Rio de Janeiro, Editôra Civilização Brasileira, [1959].
  30. Jacobbi, Ruggero. Goethe, Schiller, Gonçalves Dias. Porto Alegre, Edições da Faculdade de Filosofia, [1958].
  31. Amora, Antônio Soares. Gonçalves Dias e Herculano. São Paulo, 1957. p. 4.  O Estado de S. Paulo. Suplemento Literário, São Paulo, 19 jan. 1957.
  32. Garcia, Othon Moacyr. Luz e fogo no lirismo de Gonçalves Dias. [Rio de Janeiro], Livraria São José, 1956.
  33. Pereira, Lúcia Miguel. A vida de Gonçalves Dias;. Rio de Janeiro, J. Olympio, 1943.
  34. Guerra, Álvaro. Gonçalves Dias (sua vida e suas obras). São Paulo, Comp. Melhoramentos de São Paulo, c1923.
  35. Henriques Leal, Antonio. Antonio Gonçalves Dias; noticia da sua vida e obras, correspondente ao terceiro tomo do Pantheon maranhense. Lisboa, Imprensa Nacional, 1875.
  36. Pereira-Caldas. Oliveira Lima Pamphlet Collection (Oliveira Lima Library).. Desafogo de saudade na desastrosa morte do distincto bardo maranhense Antonio Gonçalves Dias, na madrugada de 3 de dezembro de 1864, nos baixios dos atins nas costas de Guimarães no Maranhão, nas proximidades do pharol d’Itacolumim. Braga, Typ. de Domingos G. Gouvea, 1865. 

Biografia    Poesia

Gonçalves Dias – Poesia

PEDIDO

Ontem no baile
Não me atendias!
Não me atendias,
Quando eu falava.

De mim bem longe
Teu pensamento!
Teu pensamento,
Bem longe errava.

Eu vi teus olhos
Sobre outros olhos!
Sobre outros olhos,
Que eu odiava.

Tu lhe sorriste
Com tal sorriso!
Com tal sorriso,
Que apunhalava.

Tu lhe falaste
Com voz tão doce!
Com voz tão doce,
Que me matava.

Oh! não lhe fales
Não lhe sorrias
Se então só qu’rias
Exp’rimentar-me.

Oh! não lhe fales,
Não lhe sorrias,
Não lhe sorrias,
Que era matar-me.

(FONTE: RAMOS, Frederico José da Silva (org.). Grandes Poetas Românticos do Brasil. São Paulo: LEP, 1954, p. 46)

Biografia    Referências Bibliográficas

Gonçalves Dias – biografia

“Nasceu em Caxias, Estado do Maranhão, em 1823. Passou sua infância em Caxias, onde fez as primeiras letras e iniciou os estudos secundários. Órfão, segue para Coimbra (1838), onde completa os estudos secundários e ingressa na Faculdade de Direito (1840). Começa então sua produção literária (Inocência; Memórias de Agapito Goiaba, romance inacabado; Canção do Exílio; iniciação dramática; Patkul, Beatriz Cenci). Em 1844 completa o curso de Direito regressando no ano seguinte ao Brasil (no Maranhão escreve o poema Meditação). Em 1846 está no Rio, publicandoem 1847 os Primeiros Cantos, quando começa a trabalhar nas Sextilhas do Frei Antão e nos Timbiras; ingressa no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Em 1848 publica as Sextilhas e os Segundos Cantos. É nomeado professor de Latim e História do Brasil do Colégio Pedro II. Em 1851 publica os Últimos Cantos. Segue para as províncias do Norte com a incumbência de estudar aí a situação da instrução primária, secundária e profissional. Em 1852 casa-se com D. Olímpia da Costa. Em 1854 segue para a Europa, a fim de estudar em alguns países os métodos de instrução pública (Portugal, França, Inglaterra, Bélgica, Alemanha e Espanha). Em 1857 publica em Leipzig: Cantos, Dicionário de língua tupi e os Timbiras. Em 1858 regressa ao Rio, partindo no ano seguinte para o Norte, como membro da Comissão Científica de Exploração (Ceará, Maranhão, Pará e Amazonas, 1859-1861). Em 1862, bastante doente parte para a Europa em busca de saúde (França, Alemanha, Bélgica, Portugal). Em setembro de 1864 embarca no Havre, de volta ao Brasil; durante a viagem agravou-se-lhe o estado de saúde; à vista do Maranhão morre no naufrágio do Ville de Boulogne.” (FONTE: RAMOS, Frederico José da Silva (org.). Grandes Poetas Românticos do Brasil. São Paulo: LEP, 1954, p. 34)

Poesia    Referências bibliográficas

Maciel Monteiro – referências bibliográficas

Referências sobre o autor:

  1. Azevedo, Vicente de Paulo Vicente de. Um soneto célebre Maciel Monteiro versus Candiani, posfácio. São Paulo, Academia Paulista de Letras. p. |195|-216. Separata do n. 86 da Revista da Academia Paulista de Letras.
  2. Souza, Luiz de Castro. O poeta Maciel Monteiro de médico a embaixador, 1804-1868. Recife, Prefeitura Municipal do Recife, Secretaria de Educação e Cultura, Conselho Municipal de Cultura, 1975. 148 p.
  3. Cândido, Antônio. Barão contra Visconde. São Paulo, 1957. p. 4.  O Estado de S.Paulo. Suplemento Literário, São Paulo, 09 fev. 1957. p. 4.
  4. Castello, José Aderaldo. A rosa na poesia de Maciel Monteiro. São Paulo, 1957. p. 4.  O Estado de S. Paulo. Suplemento Literário, São Paulo, 26 out. 1957. p. 4.
  5. Castello, José Aderaldo. A mulher na poesia de M. Monteiro. São Paulo, 1957. p. 6.  O Estado de S. Paulo. Suplemento Literário, São Paulo, 21 set. 1957. p. 6.
  6. Araújo, Carlos da Silva. Achegas para um estudo biográfico de um evadido da medicina Maciel Monteiro, o homem do soneto. Rio de Janeiro, Editôra a Noite, 1953. 68 p.

Biografia    Poesia

Maciel Monteiro – poesia

FORMOSA
Formosa, qual pincel em tela fina
Debuxar jamais pode ou nunca ousara;
Formosa, qual jamais desabrochara
Na primavera rosa purpurina;

Formosa, qual se a própria mão divina
Lhe alinhara o contorno e a forma rara;
Formosa, qual jamais o céu brilhara
Astro gentil, estrela peregrina;

Formosa, qual se a natureza e a arte,
Dando as mãos em seus dons, em seus lavores
Jamais soube imitar no todo ou em parte;

Mulher celeste, oh! anjo de primores!
Quem pode ver-te, sem querer amar-te?
Quem pode amar-te, sem morrer de amores?!
(FONTE: RAMOS, Frederico José da Silva (org.). Grandes Poetas Românticos do Brasil. São Paulo: LEP, 1954, p. 23)

Biografia   Referências bibliográficas

Maciel Monteiro – biografia

“Barão de Itamaracá. Poeta e orador n. em Recife em 1804 e m. em Lisboa em 1868. Completado em Olinda o curso fundamental, tirou, na Universidade de Paris, os diplomas de bacharel em letras, em ciências e em medicina (1826). Em Paris, onde se demorou até 1829, recebeu as primeiras e diretas infuências do romantismo. De regresso ao Brasil, começou por exercer a medicina (Recife), passando depois à vida política e ao desempenho de várias funções públicas (Recife, Rio de Janeiro, 1836-1853). Em 1853 ingressou na carreira diplomática: Ministro Plenipotenciário em Lisboa, onde morreu. Além de discursos políticos, colaboração em vários jornais, e de uma dissertação médica (Paris, 1829), deixou poesias reunidas postumamente (Poesias. Recife, Imprensa Industrial, 1905).” (FONTE: RAMOS, Frederico José da Silva (org.). Grandes Poetas Românticos do Brasil. São Paulo: LEP, 1954, p. 20)

Poesia    Referências bibliográficas

Araújo Porto-Alegre – referências bibliográficas

Referências sobre o autor:

1. Farina, Domitila Silvia. Perrone-Moisés, Leyla (orient). Manuel de Araújo Porto-alegre à saída à brasileira da guerra de alecrim e manjerona. São Paulo: dissertação de mestrado, FFLCH-USP, 2006. 275 p.

2. Moisés, Massaud. Paris, berço do romantismo brasileiro Gonçalves de Magalhães e Araújo Porto-Alegre. Rio de Janeiro, 2005. p. 67-81.  Revista Brasileira, Rio de Janeiro, v. 11, n. 43, p. 67-81, abr./maio/jun. 2005.

3. Sant’Ana, Benedita de Cássia Lima. Macedo, Tania Celestino de (orient). A imprensa romântica de língua portuguesa uma leitura comparada entre os periódicos O Panorama (1837-1868) e Guanabara (1849-1856). São Paulo: dissertação de mestrado, FFLCH-USP, 2002. 3 v.

4. Galvão, Alfredo. Manuel de Araújo Pôrto-Alegre sua influência na Academia Imperial das Belas Artes e no meio artístico do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, [s.n.], 1959. 106 p..  Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, v. 14, p. 5-106, 1959. ”Separata da Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, vol. 14 – 1959″.

5. Castello, José Aderaldo. Alencar, José Martiniano de. A polêmica sôbre “A confederação dos Tamoios.”. [São Paulo], Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, Secção de Publicações, 1953. xlvii, 139 p. Coleção Textos e documentos.

6. Lobo, Helio. Manuel de Araújo Pôrto-Alegre. [Rio de Janeiro], AGIR, 1945. 116 p.

Poesia   Biografia

Araújo Porto-Alegre – Poesia

Num Álbum
Ah! não penses que o peito do vate
É cratera de eterno vulcão,
Que essas horas da vida são flores
Que não pendem, não morrem no chão.

Ah! não penses que o lume em seus olhos
É planeta de eterno brilhar,
Que em uns olhos não pode uma lágrima
Vir o brilho celeste empanar.

Ah! não penses que a eterna harmonia
Que a uns lábios formosa baixou,
Será sempre suave, divina,
Como aquela que em Deus se criou.

Semideus, entre a terra e os céus,
Duplo fado lhe deve tocar:
Um sorriso no amor, na esperança,
Desenganos por onde passar.

(FONTE: RAMOS, Frederico José da Silva (org.). Grandes Poetas Românticos do Brasil. São Paulo: LEP, 1954, p. 13)

Biografia   Referências bibliográficas

Araújo Porto-Alegre – biografia

“Barão de Santo Ângelo. Poeta, pintor e diplomata, n. na cidade de Rio Pardo, no Estado do Rio Grande do Sul, em 1806 e m. em Lisboa em 1879. Estudos fundamentais em sua terra natal. No Rio formou-se em Belas Artes (aluno de Debret, 1827-1831). Em 1831 segue para a Europa, em viagem de estudos (França, Itália, Inglaterra, Bélgica; colabora com Gonçalves de Magalhães na Revista Niteroi); seis anos de Europa foram decisivos na sua formação romântica e aperfeiçoamento artístico (pintura e arquitetura). De regresso ao Brasil colabora ativamente no incipiente movimento romântico brasileiro, sobretudo na criação do ‘teatro nacional’, para o qual escreve várias peças (Angélica e Firmino, A estátua amazônica, O espião de Bonaparte, O sapateiro politicão – comédias). Ao lado da atividade literária, desenvolve fecunda atividade artística. Vai publicando as poesias, que mais tarde reuniu nas Brasilianas (1863). Em 1859 ingressa na carreira consular (Alemanha e Lisboa). De sua bibliografia, que é vasta e variada, destacam-se, além das comédias e dramas líricos: Brasilianas (Viena, 1863) e Colombo, poema épico (Rio, 1866).” (FONTE: RAMOS, Frederico José da Silva (org.). Grandes Poetas Românticos do Brasil. São Paulo: LEP, 1954, p. 4)

Poesia   Referências bibliográficas